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Seja um doador de Medula Óssea

22/06/2016

O Bensaúde realizará no dia 27 de junho de 2016, uma campanha de captação de doadores de medula óssea na Unidade XV de Novembro em parceria com o Hemocentro de São José do Rio Preto - órgão regional responsável pela divulgação e captação de doadores de Medula Óssea. A campanha será aberta a todos aqueles que quiserem se cadastrar como doador no REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), banco com mais de 3.700 milhões de doadores cadastrados. O REDOME é o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo e pertence ao Ministério da Saúde. Anualmente são incluídos mais de 300 mil novos doadores no cadastro do REDOME.


Ser doador de Medula Óssea é uma atitude que mobiliza muito interesse, mas também gera muitas dúvidas. Saber sobre a importância deste ato, o que é, para que doenças ele é utilizado e como é feita a coleta do doador e o transplante no receptor, ajudará na sensibilização e aumento de doadores que salvarão cada vez mais vidas acometidas por doenças que podem ser fatais.


O que é a Medula Óssea?


Popularmente ela é conhecida como o "tutano", ou seja, um tecido líquido-gelatinoso localizado no interior dos ossos. Podemos dizer que é a "fábrica do sangue", pois nela são produzidos os glóbulos brancos (leucócitos), os glóbulos vermelhos (hemácias) e as plaquetas.


Medula óssea e medula espinhal é a mesma coisa?


Não. A medula espinhal é formada de tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e tem como função transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo.


O que é o Transplante de Medula Óssea?


É um tipo de tratamento indicado para as doenças do sangue como leucemias, linfomas, anemias congênitas, mielomas, hemoglobinopatias. Outras doenças não tão frequentes também podem ser tratadas com transplante de medula, como as mielodisplasias, doenças do metabolismo, autoimunes e vários tipos de tumores. O transplante consiste na substituição de uma medula óssea doente que não produz devidamente as células do sangue ou produz de forma deficitária, por outra que produzirá células normais.


Como é feito o Transplante de Medula Óssea?


O receptor (pessoa que receberá a nova medula) é submetido a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a medula, a partir daí ele recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sanguínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem.


Como é feita a doação (coleta) da Medula Óssea?


Antes da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação.


Existem dois métodos de coleta. A aférese é por meio de uma máquina que colhe o sangue da veia do doador, que foi previamente estimulado com medicações com o objetivo de aumentar o número de células-tronco (células mais importantes para o transplante de medula óssea) circulantes no seu sangue. Não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos pela veia durando, em média, duas horas e meia. Outro método é a doação feita em centro cirúrgico, sob anestesia, onde a medula é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções. Este procedimento é rápido e dura, em média, 90 minutos.


A decisão sobre o método de doação mais adequado é exclusiva dos médicos, tanto do paciente quanto do doador, e será avaliada em cada caso.


Há riscos para o doador?


Os riscos são poucos e relacionados a um procedimento que necessita de anestesia. Problemas ocorridos a doadores durante e após a doação é raro e limitado às intercorrências controláveis. Por este motivo, o estado físico do doador é checado anteriormente, só se habilitando ao procedimento de doação os que têm boas condições de saúde. Por volta de 15 dias a medula óssea estará inteiramente recuperada. Já que a quantidade de medula retirada do doador é de menos de 15%.


O que é necessário para ser um doador de Medula Óssea?


A idade para realização do cadastro é de 18 a 54 anos, podendo o voluntário ser chamado para efetuar a doação com até 60 anos de idade. É necessário estar em bom estado geral de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante, não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.


O candidato a doador deve procurar o Hemocentro mais próximo para se cadastrar ou participar de campanhas de captação organizadas por instituições junto com os Hemocentros.


Os dados serão incluídos no REDOME. Quando houver um paciente com possível compatibilidade, o possível doador será consultado para decidir quanto à doação.


O processo de doação terá continuidade com a realização de outros exames para confirmar a compatibilidade e uma avaliação clínica de saúde.


Por que é importante ser um doador de Medula Óssea?


O transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. O fator que mais dificulta a realização do procedimento é a falta de doador compatível, já que as chances do paciente encontrá-lo é de 1 em cada 100 mil pessoas, em média. Encontrar um doador compatível na família, só é possível em apenas 25% das famílias brasileiras, ou seja, para 75% dos pacientes é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis. Quanto maior o número de pessoas cadastradas como doadoras, maiores serão as chances de uma pessoa doente ter sua vida salva. Mas para isso, também é de extrema importância que pessoas cadastradas no REDOME mantenham seus dados sempre atualizados para aumentar a probabilidade de êxito na localização. Caso contrário, há o risco de um doente perder sua única chance de cura em virtude de não ser encontrado aquele que poderia salvar sua vida.


Fontes:

http://redome.inca.gov.br/

www.provita.org.br




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