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Gripe Influenza (H1N1)

20/04/2016

A Gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus Influenza em que a principal complicação é a pneumonia, responsável por um grande número de internações hospitalares. Ela é uma doença sazonal, ou seja, comum em determinados períodos do ano como o inverno, mas no Brasil pode haver circulação em outras épocas, já que o país apresenta diferenças geográficas e climáticas em suas regiões. Isso justifica o atual momento em que ainda estamos no outono e muitos casos da Gripe H1N1, surgiram havendo a necessidade de antecipar as campanhas de vacinação.

Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. São os vírus influenza A e B os responsáveis pelas epidemias, mas é o vírus A que causa as pandemias, epidemia que atinge grandes proporções, podendo se espalhar por um ou mais continentes ou por todo o mundo causando mortes. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A (H1N1) pdm09 e A (H3N2) são os que circulam atualmente. O vírus C causa apenas infecções respiratórias leves, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias.

A vacinação é a medida mais segura e importante na prevenção de complicações e casos graves de gripe. Ela pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. A constante mudança dos vírus influenza requer um monitoramento e reformulação frequente da vacina. Devido a essa mudança dos vírus é necessário se vacinar anualmente. Neste ano a vacinação possibilita imunização contra 3 vírus influenza: A/ California (H1N1)pdm09, A/ Hong Kong (H3N2) e  B/ Brisbane (Victoria).

A vacina é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus. No geral, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação e, em média, confere proteção de 6 a 12 meses, sendo que o pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas da vacinação.

Os grupos prioritários a serem vacinados de acordo com recomendações do Ministério da Saúde são: crianças de 6 meses a menores de 5 anos; gestantes e puérperas; profissionais da saúde; povos indígenas; indivíduos com 60 anos ou mais de idade; população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias). Apesar de a vacina ser a forma mais eficaz de prevenção da Gripe, as pessoas que não se enquadram nestes grupos e não podem ser vacinadas gratuitamente podem buscar clínicas particulares para se imunizarem pagando o custo da vacina nestes estabelecimentos.

Outras formas de minimizar o risco de contrair e transmitir o vírus é a adoção de medidas gerais de prevenção, chamadas de "etiqueta respiratória", tais como:

- Frequente lavagem e higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento;

- Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

- Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

- Manter os ambientes bem ventilados;

- Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;

Pessoas que estejam apresentando sintomas de gripe devem:

- Evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até 7 dias após o início dos sintomas);

- Restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação;

- Evitar aglomerações e ambientes fechados;

- Manter alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Os sintomas da Gripe iniciam-se em geral com febre alta, que é o sintoma mais importante e que dura em torno de três dias, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. Os sintomas respiratórios, como tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Estes sintomas se diferenciam dos sintomas de resfriados que frequentemente são confundidos. Nos resfriados, os sintomas são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Inclui tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas.

Para o tratamento dos casos de Gripe Influenza é fundamental a busca por atendimento nas unidades de saúde ou emergências privadas para que seja feita a identificação rápida da doença a fim de evitar até mesmo o risco de morte. Nos casos com complicações graves, são necessárias medidas de suporte intensivo, ou seja, internação. Os medicamentos utilizados devem ser prescritos exclusivamente por médicos aos pacientes que apresentem condições e fatores de risco a complicações por influenza e em casos em que a doença já se agravou. Quando há complicações, o tratamento é específico e em casos sem complicações é feito com medicação sintomática (que aliviam os sintomas), hidratação, antitérmico, alimentação leve e repouso.

Fonte: www.portalsaude.saude.gov.br



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