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Obesidade e aspectos relevantes do seu tratamento

18/03/2016

A obesidade é uma doença que afeta o tempo de vida e a condição geral de saúde das pessoas acometidas. A causa fundamental do quadro é o desequilíbrio entre o consumo de calorias e o baixo gasto energético. Apesar disso, há outras causas que não podem ser desconsideradas, como a influência genética, hormonal, cultural, ambiental e psicológica.

Transtornos psicológicos, a exemplo da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) pode ser um problema a mais para a gravidade da obesidade.  O TCPA se caracteriza por episódios em que são consumidas grandes quantidades de comida em intervalos curtos de tempo, sensação de perda de controle sobre o ato de comer e, em seguida, arrependimento de ter comido.

O alto índice de comorbidades clínicas associado ao grande comprometimento funcional e psicológico leva à busca de abordagens eficazes para o controle da obesidade. Assim o tratamento da obesidade deve ser multidisciplinar, envolvendo profissionais de especialidades médicas como: Endocrinologistas e as áreas de Nutrição, Fisioterapia, Psicologia e Educador Físico. Quando a alternativa de tratamento é outra, como cirurgia bariátrica outros profissionais também são necessários.

Falando em tratamento clínico para controle da obesidade, o acompanhamento nutricional tem como objetivo básico a perda de peso sustentada, saudável e que promova benefícios globais ao paciente. Ou seja, é necessária a reeducação alimentar individualizada e em longo prazo e não dietas de moda baseadas exclusivamente no baixíssimo consumo calórico para perda de peso imediata.

Quanto à atividade física, ela deve ser realizada de forma planejada visando o maior gasto energético e consequentemente melhora da qualidade de vida e dos parâmetros metabólicos. Deve haver um plano progressivo observando a possível presença de efeitos indesejados como também a tolerância do paciente a atividade recomendada.

O tratamento farmacológico é outra abordagem de extrema importância na obesidade. Há medicações que são prescritas para os quadros de compulsão alimentar, outras diminuem a absorção de gordura pelo trato gastrointestinal e outras atuam em quadros de comorbidades como a depressão. É muito importante ressaltar que todo tratamento farmacológico deve ser feito com recomendação e acompanhamento médico e terá o efeito desejado se associado a outros tratamentos.

Os pacientes obesos, em geral apresentam percepções imprecisas da necessidade de dieta, subestimam a gravidade do comprometimento da sua saúde, isolam-se socialmente e supervalorizam os obstáculos para a mudança de seus hábitos. As mudanças no estilo de vida são a base para o tratamento, assim o manejo comportamental e cognitivo é importante para essas mudanças.

A abordagem psicológica, portanto, deve ser biopsicossocial. Considerando aspectos como a forma de pensar, reagir e se comportar em relação aos seus hábitos alimentares e experiências anteriores de emagrecimento bem ou mal sucedidas. A intervenção inclui a identificação de situações problemas e as atitudes favoráveis para contorná-las funcionalmente.

É importante identificar o papel das emoções no hábito alimentar, a relação entre o ato de comer e a sensação de fome e saciedade. Identificar transtornos alimentares é necessário para tratar adequadamente, pois estes interferem no sucesso ou fracasso da adesão às recomendações da equipe. Incentivar a observação do comportamento alimentar, registro de alimentos ingeridos, circunstâncias associadas ao alimento e refeições.

Nenhum tratamento para obesidade mostrará eficácia se a responsabilidade pelo bom resultado for atribuída somente à equipe profissional. O tratamento envolve muitas ações, em especial, o envolvimento e motivação do paciente para mudanças na rotina de vida e controle comportamental de hábitos alimentares.

Desta forma, é muito importante lembrar que a obesidade envolve vários aspectos da vida do paciente, desde o comprometimento da saúde até no trabalho, na vida social e afetiva. As chances de sucesso para o seu controle e tratamento envolve de forma ativa toda a equipe de profissionais e mais ainda o reconhecimento disso e disposição do paciente para mudar.



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