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Endometriose

16/02/2016

Endométrio é o tecido normal que reveste o útero internamente. Cresce e descama todo mês. Esse revestimento, muitas vezes, pode se implantar em outros órgãos: nos ovários, tubas, intestinos, bexiga, peritônio e, até mesmo, no próprio útero, dentro do músculo. Quando isso acontece, dá-se o nome de Endometriose, ou seja, endométrio fora do seu local habitual.

O número cada vez maior de casos diagnosticados e a seriedade dos sintomas da doença vêm preocupando autoridades de países desenvolvidos e em desenvolvimento. Estima-se que 10 a 14% das mulheres, em sua fase reprodutiva (19 a 44 anos) e 25 a 50% das mulheres inférteis estejam acometidas por esta doença. Acredita-se que, no Brasil, existam de 3,5 à 5 milhões de mulheres com endometriose e no mundo, 60 milhões.

Estudos com mulheres gêmeas demonstraram que dentre os fatores de risco para endometriose o caráter hereditário está presente em 51% dos casos. Vários genes podem estar alterados em mulheres com endometriose, por isso, a doença é considerada poligênica. A presença de casos de endometriose na família é um fator de risco para o desenvolvimento da doença.

Os sintomas mais comuns são as fortes cólicas menstruais, dor pélvica crônica, infertilidade, menstruações irregulares, dor na ovulação e dor na relação sexual. Nos casos mais avançados observam-se alterações urinárias e intestinais relacionadas ao ciclo menstrual, dor à evacuação, inchaço abdominal persistente, sangramento intestinal, diarreia, ardor ao urinar e sangramento pela uretra.

Os sintomas associados ao exame clínico realizado pelo ginecologista já pode suspeitar da patologia, porém o diagnostico preciso só pode ser feito com os exames laboratoriais que são os marcadores bioquímicos contidos no sangue, ultrassom pélvico, ressonância magnética pélvica, ecoendoscopia e até mesmo a colonoscopia. As necessidades da realização dos exames devem ser avaliadas sempre pelo ginecologista.

Todos os tipos e graus de endometriose podem influenciar a fertilidade, entretanto, frequentemente o diagnóstico não é tão evidente e fica como última opção na pesquisa, entre outras causas de infertilidade. Apesar de existirem evidências que demonstram associação entre a doença e a infertilidade, uma relação de causa e efeito ainda não foi estabelecida.

A endometriose é considerada uma doença crônica, portanto, sem cura definitiva. Entretanto, os tratamentos com cirurgia ou medicamentos específicos podem permitir uma melhor qualidade de vida às portadoras da patologia.

Fonte: www.endometriosesp.com.br; www.guiaendometriose.com.br; www.sbendometriose.com.br



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