Medicina Preventiva /

Notícias

Otosclerose

06/11/2015

Você conhece a Otosclerose? Essa é uma doença genética de perda auditiva, causada por uma fixação de um dos ossículos que estão dentro da orelha média: o estribo. Como o estribo deixa de vibrar adequadamente, o som não é transmitido como deveria para a orelha interna, levando à perda auditiva. A pessoa começa então a apresentar perda de forma progressiva, em geral assimétrica (mais em um ouvido que em outro), muitas vezes acompanhada de zumbido e uma leve tontura.

O nome da doença em si leva a uma confusão frequente, pois o termo esclerose foi popularmente usado no passado em relação aos idosos com diferentes graus de confusão mental (naquela época não se falava em Alzheimer ou demência senil). Entretanto, a Otosclerose aparece na maioria das vezes entre os 20 e 30 anos de idade, mas pode acometer inclusive crianças.

A progressão da perda auditiva raramente evolui para surdez completa, porém, se não tratada pode atingir até 70% de perda. A doença é mais comum em mulheres do que em homens, rara na raça negra e é intensificada quando a portadora está grávida. Aproximadamente 1 pessoa em cada 200 é afetada pela doença.

Em cerca de 60% dos casos, há histórico de perda auditiva na família. Entre as estatísticas, há cerca de 30% de chance da doença ser transmitida de pais para filhos.

Os dois tipos da doença são:

Otosclerose do estribo - as alterações no osso se espalham no estribo e impedem ou diminuem sua movimentação, impedindo a transmissão da vibração sonora para a cóclea (cavidade interna do ouvido em forma de caracol). Esse tipo de otosclerose é corrigível com cirurgia.

Otosclerose da cóclea - quando as alterações no osso se espalham pela cóclea afetam as células que transformam a energia mecânica do som em energia elétrica que será transmitida para o cérebro. Essa forma não tem tratamento cirúrgico.

Existem alguns tratamentos médicos (remédios) que podem fazer a doença estacionar ou ter evolução mais lenta. O tratamento com flúor tem sido utilizado com bons resultados.

No caso de cirurgia, a Estapedectomia consiste na troca do estribo por uma prótese artificial de plástico ou metal, é realizada com um microscópio através do canal externo do ouvido. Pode-se também ser feito um pequeno corte junto ao orifício do conduto auditivo externo, com anestesia geral ou anestesia local e sedação. Trata-se de um procedimento realizado há mais de 50 anos (com algumas mudanças de técnica ao longo das décadas) e de grande índice de sucesso. A melhoria na audição é notada entre 3 a 6 semanas.

Os pacientes com Otosclerose também podem optar por usar um aparelho auditivo, caso não queiram operar.

Independente do tratamento escolhido, todas as hipóteses devem ser levadas em conta e esclarecidas com o seu Otorrinolaringologista.

Fonte: www.forl.org.br; www.portalotorrino.com.br; www.biosom.com.br



Escritório Central
(17) 3214-6499

Unidade Administrativa
Rua XV de Novembro, 4488 - Redentora
CEP 15015-110 - São José do Rio Preto/SP
Unidade Medicina Preventiva
Rua Redentora, 3140 - Redentora
CEP 15015-780 - São José do Rio Preto/SP
Unidade Comercial
Rua Redentora, 3238 – Redentora
CEP 15015-780 – São José do Rio Preto/SP
© Bensaúde - Todos os direitos reservados
desenvolvido por Diginova - Sites e Sistemas