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Alergias Alimentares

18/08/2015

A Alergia Alimentar é uma reação adversa à determinada substância presente no alimento. Envolve um mecanismo imunológico e tem apresentação clínica com sintomas que podem surgir na pele, no sistema gastrintestinal e respiratório. As reações no organismo podem ocorrer após a exposição ao alimento ou podem demorar até dias para se tornarem clinicamente evidentes.

Há diferentes fatores que devem ser investigados para verificar se a pessoa tem suscetibilidade em apresentar alergias alimentares, que contribuem para o desencadeamento dos sintomas da alergia. Entre eles estão: alimentação materna durante a gravidez, aleitamento materno (se ocorreu e até que idade), idade materna, momento em que os alimentos sólidos e alimentos de alto poder alergênico foram incluídos na alimentação, frequência no consumo dos alimentos, exposição a poluentes e predisposição genética.

Outro fator que pode desencadear alergia alimentar é a alteração da parede intestinal, que facilita a passagem de alimento para a circulação sanguínea o qual o organismo reconhece como sendo um alérgeno (substância estranha). Essa alteração ocorre pelo desequilíbrio da flora intestinal, mal funcionamento do intestino e/ou falha do sistema imune.

Qualquer alimento pode desencadear reação alérgica. No entanto, leite de vaca, ovo, amendoim, soja, trigo, peixe e frutos do mar são responsáveis por aproximadamente 90% dos casos. Normalmente a reação alérgica é uma resposta do sistema imune a uma proteína ou uma molécula ligada à proteína alimentar que é identificada como um "corpo estranho".

Nas alergias existem os mecanismos de hipersensibilidade dos tipos I, II, III e IV. Porém, diversos estudos clínicos e laboratoriais mostram uma participação maior dos mecanismos dos tipos I e III:

Reação do tipo I: São as reações alérgicas que se manifestam em minutos após o contato com a substância alergênica até oito horas após a exposição ao alérgeno, portanto, neste tipo de alergia, é muito mais fácil associar o sintoma ao alérgeno que o provocou. Este tipo de reação ocorre em pessoas geneticamente predispostas e que sofreram uma ou mais exposições ao alérgeno. Apenas  2% das alergias alimentares pertencem a este tipo de reação, sendo mais comum em crianças.

Reação do tipo III
: São conhecidas como alergia escondida, hipersensibilidade e até como intolerância alimentar. Frequentemente com reações iniciadas de 2 horas a 3 dias depois do primeiro contato com o alérgeno. Esse tipo de hipersensibilidade ao alimento apresenta reações tardias. No processo alérgico tardio a substância alergênica ingerida deve ser consumida frequentemente, e não uma só vez. A quantidade consumida e a frequência é que determinará a aparição dos sintomas. Outra particularidade importante nesse processo é que a liberação de pequenas quantidades de histaminas, substância produzida pelo organismo quando existe a presença de um alérgeno, gera uma sensação de prazer, conforto e relaxamento, devido ao fato da histamina ser um relaxante cerebral. Portanto, o consumo do alimento sensibilizante é primeiramente ligado ao prazer e não aos sintomas que ele trará, muitas vezes levando a uma dependência (vício) de consumo.

Para avaliação diagnóstica nas alergias alimentares é muito importante o histórico clínico do paciente. Para as avaliações mais detalhadas, existem exames que avaliam anticorpos específicos para identificar um grupo de alimento ou alimento individualizado que causam a reação alérgica.

Tratamento Nutricional

Ao ser estabelecido o diagnóstico da alergia alimentar, o tratamento consiste na exclusão dos alimentos responsáveis pela reação alérgica. Inicialmente, essa manobra não é aceita facilmente pelo paciente que necessita rever sua dieta, principalmente dos itens consumidos mais frequentemente, gerando maior resistência na substituição dos próprios.

Primeiramente é importante analisar os fatores que contribuem para o desencadeamento dos sintomas da alergia. Após a análise, é necessário retirar o alimento causador da alergia ou reduzir a frequência de consumo. Dessa forma, o tratamento visa promover uma reeducação alimentar de acordo com a individualidade de cada pessoa.

 A individualidade dos processos fisiológicos faz com que os organismos possam reagir de maneiras diferentes ao mesmo alimento. Estes sintomas podem conviver ou ainda irem se alternando durante a vida. Dependendo da predisposição genética, da monotonia alimentar, da capacidade de desintoxicação e da capacidade funcional do trato gastrintestinal, pode ou não se expressar as alergias alimentares.

Fontes de pesquisa
:
http://www.denisecarreiro.com.br;  http://www.sbai.org.br




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