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Dia Mundial do Câncer

09/02/2015

Dia Mundial do Câncer acontece todos os anos no dia 4 de fevereiro, unindo o mundo sob um único tema para destacar a luta contínua contra o câncer. Esse dia tem como objetivo reduzir o número de mortes evitáveis a cada ano, disseminando o conhecimento sobre o câncer entre o público em geral e pressionar os governos a tomar medidas contra a doença.

O tema da campanha em 2015 é Está ao nosso alcance. A proposta da campanha este ano é ressaltar que existem soluções para o controle do câncer e que elas estão ao nosso alcance. A abordagem sugerida visa a conscientização para a escolha de uma vida saudável, incentivo à detecção precoce e ao tratamento efetivo para todos e a melhoria da qualidade de vida. 

Segunda a UICC (União Internacional para Controle do Câncer) incentivar as pessoas para que façam escolhas saudáveis, reduzindo os fatores de risco social e ambiental para o câncer é a meta para reduzir em 25% as mortes prematuras por doenças não transmissíveis (DNT) até 2025.

A epidemia global do câncer tende a aumentar. Mais de 12 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas todo ano com câncer, sendo que 8,2 milhões de pessoas morrem de câncer em todo o mundo a cada ano, dos quais 4 milhões de pessoas morrem prematuramente (com idade entre 30 a 69 anos).

Se medidas efetivas não forem tomadas, haverá 26 milhões de casos novos e 17 milhões de mortes por ano no mundo em 2030, sendo que 2/3 das vítimas vivem nos países em desenvolvimento. No Brasil, o INCA estima em 580 mil novos casos da doença para 2015 (segundo o IBGE , o Brasil possui aproximadamente 200 milhões de pessoas).

O câncer é a doença que mais cresce e uma das maiores causas de morte, ao lado das doenças cardiovasculares. Houve um aumento de quase 40% nos últimos 20 anos. A maioria das mortes por câncer que ocorre hoje se dá nos países de baixa e média renda: as dificuldades de acesso da maioria da população à informação e ao tratamento fazem toda a diferença. Um exemplo disso é o câncer de mama. Embora seja muito mais comum em países desenvolvidos, a maioria das mortes por este tipo de tumor ocorre nos países de baixa renda. Esses países também são responsáveis por 85% das mortes por câncer de colo de útero - um tipo de tumor totalmente evitável quando diagnosticado precocemente. Nos 25 países mais pobres do planeta, os cânceres pediátricos são fatais em 90% dos casos, enquanto que nos países mais ricos quase 90% das crianças sobrevivem à doença.

Nas regiões mais pobres do Brasil predominam os cânceres ligados, por exemplo, a fatores infecciosos, como o câncer de colo uterino e o câncer de estômago. No mundo, infecções crônicas são a causa de cerca de 16% de todos os cânceres. Nos países de baixa e média renda, esse índice chega a quase 23%.

De acordo com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), cerca de 70% dos pacientes com tumores de bexiga tratados tinham histórico de tabagismo. O câncer de pulmão, essencialmente ligado ao tabagismo, já começa a decrescer em homens, porém, ainda não em mulheres. Isto decorre de uma maior redução de consumo de tabaco entre os homens do que entre as mulheres.

O câncer é uma doença complexa, devido à multicausalidade e à diversidade de fatores de risco envolvidos, desde agentes infecciosos como os vírus HPV e hepatites, bactérias como a H. pilori, até fatores ambientais como radiação solar, radiações ionizantes (raios-X, mamografias), além de estilos de vida com alimentação inadequada e consequente obesidade, ou de fatores genéticos que contribuem com aproximadamente 10% dos casos. Estudos revelam que mais de 80% de todos os casos de cânceres estão associados a fatores ambientais.

O tabagismo responde sozinho por, pelo menos, 22% de todas as mortes por câncer, e o álcool está fortemente associado ao risco aumentado de câncer de boca, faringe, laringe, esôfago, intestino, fígado e mama. O excesso de peso e a obesidade estão fortemente ligados ao aumento do risco de câncer do intestino, mama, útero, pâncreas, esôfago, rins e vesícula biliar na idade adulta. Além disso, a exposição ocupacional e exposições ambientais contribuem para o desenvolvimento de vários tipos de câncer. A poluição do ar é um importante fator de risco ambiental para o câncer de pulmão. O que também deve-se ficar em alerta é para a proteção contra a radiação ultravioleta (UV), fundamental para a prevenção do câncer de pele.

Ações precisam ser tomadas para aumentar a conscientização sobre a doença e desenvolver estratégias práticas.

Hoje já não há dúvidas de que os hábitos alimentares estão relacionados ao desenvolvimento da doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS), o Instituto Nacional de Câncer brasileiro (Inca), o Instituto Nacional do Câncer norte-americano e o órgão britânico de pesquisa em câncer coincidem em apontar a mudança da alimentação como uma das medidas mais importantes de prevenção. Estima-se que entre 30% e 60% dos casos poderiam ser evitados com uma dieta apropriada.

Segundo o pesquisador da Research UK, Max Parkin, de cada dez casos de câncer, quatro poderiam ser evitados nos últimos cinco anos se as pessoas seguissem um estilo de vida mais saudável.

Já de acordo com o INCA, cerca de 1/3 dos cânceres mais comuns podem ser evitados por meio de comportamentos saudáveis, como não fumar, reduzir o consumo de álcool, adotar alimentação saudável e praticar atividades físicas regularmente. Ainda de acordo o instituto, caso se promova a cessação de fumar, o percentual de cânceres que podem ser prevenidos alcança 50%.

Nas últimas décadas, a incidência dos tumores cresceu e passou a atingir grupos mais jovens. Não por acaso, o avanço do câncer coincidiu com uma mudança sem precedentes na alimentação da humanidade. Ao longo de meio século, houve um aumento espantoso no consumo de açúcar e de alimentos processados pela indústria, que passaram a incluir doses maciças das perigosas gorduras trans e produtos químicos desconhecidos no passado. Em paralelo a isso, a agricultura e a pecuária se transformaram para ganhar produtividade. Na lavoura, disseminaram-se os pesticidas, enquanto os animais passaram a receber hormônios e outras fontes de alimento, para crescer mais rápido. Tudo isso mudou o que nos chega ao prato. E muitos especialistas acreditam que colaborou para aumentar o risco de ter um câncer.

Uma dieta com base em frutas, verduras, legumes e grãos tem sido recomendada por médicos e autoridades como forma de reduzir o risco de desenvolver o câncer. A novidade é que, uma enorme quantidade de estudos recentes, identifica exatamente quais alimentos devem ser consumidos para evitar a doença. Alguns deles emergem das pesquisas científicas com o status de anticancerígenos poderosos.

O princípio básico é que o desenvolvimento do câncer depende, com frequência, do fato de um microtumor encontrar condições favoráveis ou desfavoráveis para crescer. É aí que entram os alimentos. Alguns deles têm características que fomentam o câncer. Outros podem desacelerar o processo. Quando são estes últimos que predominam na dieta, a doença teria condições de ser contida e evitada.

Nos alimentos com esse potencial, os cientistas encontraram compostos fitoquímicos de propriedades antimicrobianas, antifúngicas, anti-inflamatórias e antioxidante que agem sobre os mecanismos biológicos agressores. Conforme as moléculas presentes em sua composição, esses alimentos conseguem eliminar toxinas cancerígenas, reforçar o sistema imunológico, brecar a angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos necessários ao crescimento dos tumores), combater inflamações, bloquear a invasão de tecidos e induzir a morte de células malignas.

Infelizmente, muitas pessoas só se dão conta da importância da alimentação depois do diagnóstico. Aí, procuram mudar de hábitos. Mas os estudos mostram que o papel mais importante da dieta é na prevenção. 

Ainda assim, muitas pesquisas revelaram que uma mudança na dieta pode ter um papel crucial também para quem já é paciente de câncer, seja colaborando no tratamento ou reduzindo o risco de uma reincidência do tumor.

Falta de informação é um obstáculo ao controle da doença e aos cuidados eficazes em países de renda baixa e média, especialmente para a detecção em fases mais precoces e mais facilmente tratáveis. Estratégias integradas para aumentar a conscientização sobre o câncer e sobre a importância de buscar atendimento quando os primeiros sintomas forem notados, juntamente com intervenções práticas e comprovadas para o diagnóstico precoce, aumentam as chances de melhorar os resultados.

Os indivíduos precisam estar conscientes de que pelo menos 1/3 dos cânceres mais comuns pode ser prevenido através de um estilo de vida saudável. Em contextos de poucos recursos, os programas de prevenção contra o câncer devem estender-se além da abordagem de uma mudança comportamental.

Medidas legislativas e regulatórias têm demonstrado serem eficazes para reduzir a exposição aos compostos presentes na fumaça do tabaco, ao álcool e alimentos não saudáveis, bem como as exposições ambientais. Por exemplo, a tributação do tabaco foi identificada como uma importante medida destinada à população em geral que os governos poderiam adotar para reduzir o principal fator de risco para doenças não transmissíveis (DNTs). As medidas adotadas devem ir além do setor da saúde, incluindo a educação, o esporte, o planejamento urbano e a agricultura. Por exemplo, as escolas podem desenvolver uma cultura de promoção da saúde, fornecendo refeições saudáveis, instalações para a recreação, incluindo a nutrição e atividade física nos currículos básicos de ensino. Os locais de trabalho podem proporcionar ambientes fechados 100% livres da fumaça do tabaco, opções de alimentos saudáveis e tratamento para deixar de fumar.

Faz necessário que os governos compreendam que investir na prevenção do câncer é mais barato do que lidar com suas consequências. E que as crianças e adolescentes devem ser incluídos nas estratégias que promovam comportamentos saudáveis.

Buscar ajuda de profissionais de saúde para se adaptarem às alterações pode reduzir o estresse e aumentar a qualidade de vida dos pacientes.

Reduzir o nível de exposição das pessoas a fatores de risco modificáveis é a principal estratégia de prevenção primária para vários tipos de câncer. Essa abordagem deve ser feita desde a infância e prosseguir por toda a vida. A adoção de comportamentos saudáveis reduz o risco de câncer e outras doenças crônicas não transmissíveis na vida adulta.

 

Fontes de pesquisa: www.worldcancerday.org;  www.cancer.org.br;  www.inca.gov.br.



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