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Por que ajudamos?

17/12/2014

As manifestações de solidariedade e generosidade se intensificam nesta época do fim do ano. São criadas e estimuladas campanhas, coletas, doações ou ações que envolvam a ajuda às pessoas em circunstâncias desfavoráveis de saúde, econômica e social, de deficiência física e/ou mental, de tragédias naturais ou qualquer outra condição limitadora.

O clima criado por este período desperta dentro de alguns um potencial de solidariedade e compaixão e incentiva a esperança na humanidade. Independente das crenças religiosas é intensificada a capacidade humana da humildade, generosidade, compartilhamento e preocupação com o outro. Entender um pouco este comportamento é interessante e podemos ampliar nosso potencial de doação.

Muitos pesquisadores, entre eles sociólogos, antropólogos, biólogos, psicólogos e outros profissionais procuram entender as motivações biológicas, genéticas e sociais deste comportamento, a cooperação. Várias teorias foram desenvolvidas sobre o tema e algumas evidenciam que um motivo importante é a luta pela sobrevivência da espécie. E de fato a cooperação tem sido uma força motriz da evolução.

É nos humanos que a cooperação tem se mostrado especialmente eficaz. Milhões de ano de evolução transformaram o homem em uma das mais influentes criaturas do planeta que permitem à espécie descer às profundezas do oceano, explorar o espaço e transmitir essas conquistas ao mundo em instantes. Isso se dá em virtude de trabalho conjunto.  Diante deste fato, pode-se dizer que a vida não é apenas uma luta pela sobrevivência, pode-se dizer também que é a união pela sobrevivência.

Sugere-se também que isso ocorra pelo fato dos humanos se expressarem através da linguagem, ou seja, a linguagem permite dividir a informação sobre tudo e todos, desde os membros mais próximos da família até os completos estranhos do outro lado do mundo.

A capacidade de perceber o sofrimento dos outros e de se comover com ele pode ser um componente fundamental do chamado comportamento pró-social, o comportamento voluntário destinado a beneficiar o outro. Tal comportamento é frequentemente identificado por meio da capacidade de perceber e reagir ao sofrimento de alguém. Os humanos são especialmente prestativos.  Demonstram a preocupação com os outros e isto faz com que ocorra uma mobilização por causas de interesse comum. Assim, ao estabelecer laços de solidariedade e confiança mútua, o ser humano fica mais fortalecido para enfrentar as crises e torna a sociedade mais unida ao lutar por um objetivo.

Compaixão, assistência e caridade são atitudes essenciais e fazem parte da natureza humana.  O potencial e as habilidades de cada um irão se somar para que o resultado da ação seja positivo para todos. As relações afetivas de todo tipo, sejam familiares, amorosas, fraternas ou quaisquer outras, tem como base o compartilhar de afetos, pensamentos, emoções e respeito mútuo. Em nosso desenvolvimento pessoal percebemos que toda relação contém em si algum tipo de troca; buscamos ser aceitos em nossa forma de estarmos no mundo, sermos compreendidos em nossos motivos e principalmente, buscamos ser felizes.

A compaixão e a generosidade não estão, necessariamente, vinculadas ao poder econômico. A compaixão pode ser a emoção sentida quando uma pessoa vê o sofrimento de outra, que então a motiva a ajudar, geralmente assumindo os riscos ou custos pessoais da ajuda.  Pode-se oferecer gratuitamente amor, atenção, solidariedade e principalmente respeito.  Há, ainda, a ajuda menos fundamentada na emoção e mais em outros fatores, como uma doutrina, uma identidade comum ou preocupações de reputação, ou seja, algumas pessoas são guiadas pelo senso da obrigação moral, o que não invalida a importância da ajuda de quem a recebe.

Independente da motivação para a ajuda foi observado que ajudar aos outros pode trazer vários benefícios. Os mais evidentes são o aumento da autoestima e da autoconfiança. Em geral, isso acontece porque a pessoa se sente útil aos outros.

Ajudar ou ser voluntário de maneira contínua ou eventual traz benefícios para a saúde de quem o pratica e pode até mesmo aumentar a expectativa de vida. Muitas pessoas que sofrem de depressão, por exemplo, e partem para trabalhos voluntários, com o passar do tempo percebem melhora no seu humor e no convívio com seus pares.

Ainda que não se entenda completamente as motivações por trás dos atos altruísticos das pessoas, mais importante do que suas causas é o resultado dessas ações: a ajuda e o cuidado que pessoas receberam.

Doe seu tempo e ganhe qualidade de vida

● Ao ser voluntário, há a oportunidade de se fazerem amigos, viver novas experiências, sem falar na possibilidade de conhecer outras realidades;

● Trabalho voluntário é uma via de mão dupla: ao doar sua energia e criatividade, quem é solidário enriquece sua formação, aprende informações novas e, ainda, vivencia a satisfação de se sentir útil;

● O voluntariado é uma ferramenta de inclusão social - todos têm o direito de ser voluntários. Crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados são exemplos de pessoas que podem e devem ser mobilizados;

● Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Cada voluntário deve buscar o seu próprio caminho e se sentir realizado com a escolha.

Serviço: Setor de Medicina Preventiva do Bensaúde



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