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Ebola

12/12/2014

Ebola é uma febre grave do tipo hemorrágica transmitida por um vírus do gênero Filovirus, altamente infeccioso, que desenvolve seu ciclo em animais. É considerada uma das doenças virais mais perigosas, frequentemente fatal, com índice de mortalidade de 50 a 90% dos casos. O vírus recebeu essa denominação porque foi identificado pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Kongo (antigo Zaire), perto do Rio Ebola.

Desde sua descoberta o vírus tem produzido, ocasionalmente, surtos em um ou mais países africanos, sempre muito graves pela alta letalidade. A seriedade do atual surto é a sua extensão (quatro países atingidos) e a demora em controlá-lo. Isso ocorre pela precariedade dos serviços de saúde nas áreas em que ocorre a transmissão, que não dispõem de equipamentos básicos de proteção aos profissionais de saúde e aos demais pacientes. Além disso, há práticas e tradições culturais de manter doentes em casa, inclusive escondendo sua condição das autoridades sanitárias e a realização de rituais de velórios em que os parentes e amigos têm muito contato com o corpo dos mortos.

A doença é classificada como uma zoonose. Embora os morcegos frutívoros sejam considerados os prováveis reservatórios naturais do vírus Ebola, ele já foi encontrado em gorilas, chimpanzés, antílopes e porcos.

SINTOMAS

Febre, dor de cabeça muito forte, fraqueza muscular, dor de garganta e nas articulações, calafrios são os primeiros sinais da doença que aparecem de forma abrupta depois de cinco a dez dias do início da infecção pelo vírus Ebola. Com o agravamento do quadro, outros sintomas aparecem: náuseas, vômitos e diarreia (com sangue), garganta inflamada, erupção cutânea, olhos vermelhos, tosse, dor no peito e no estômago, insuficiência renal e hepática. No estágio final da doença, o paciente apresenta hemorragia interna, sangramento pelos olhos, ouvidos, nariz e reto, danos cerebrais e perda de consciência.

O período de incubação varia de 2 a 21 dias. Os sinais e sintomas variam de um paciente para outro.

TRANSMISSÃO

A aparição da doença é relacionada a relatos de infecção pelo manejo de animais infectados encontrados mortos ou doentes na floresta.

Não é uma doença transmitida pelo ar, sendo, portanto, transmitido por animais e/ ou humanos. A contaminação se dá pelo contato direto com o sangue, secreções ou sêmen de pessoas portadoras do vírus. Pelo sêmen a transmissão pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica da doença.

Frequentemente, profissionais de saúde e agentes comunitários locais são infectados enquanto tratam pacientes com Ebola, especialmente no início de uma epidemia. Isso acontece por meio do contato próximo com os doentes sem o uso de luvas, máscaras ou óculos de proteção.

As populações africanas são infectadas em alto número, devido à cultura das aldeias, onde as famílias tem o costume de lavar o corpo dos mortos de forma manual. Assim, o indivíduo morto pelo ebola, transmite o vírus a todos aqueles que tiverem contato com o corpo. Nas últimas horas antes da morte, o vírus se torna extremamente contagioso e, por isso, o risco de transmissão a partir do cadáver é muito maior. Por essas razões, garantir a segurança dos funerais é parte crucial da administração de um surto.

DIAGNÓSTICO

Diagnosticar o vírus ebola é difícil porque os primeiros sintomas são comuns a outras doenças. Assim, as infecções só podem ser diagnosticadas em laboratório, após a realização de cinco diferentes testes. Estes requerem procedimentos de segurança biológica máxima.

PREVENÇÃO

Todas as pessoas que precisam aproximar-se de pacientes com caso confirmado de ebola ou suspeita da doença são obrigadas a usar um equipamento de proteção que cobre o corpo da cabeça aos pés e que deve ser retirado com todo o cuidado para evitar contaminação.

Para que a doença não se torne uma epidemia, é necessário que os pacientes suspeitos sejam isolados, e os funcionários do hospital sejam informados da doença para que tenham o máximo de cuidado com aparelhos que entram em contato com fluidos corporais dos doentes e com o lixo hospitalar. Os funcionários devem usar luvas, vestimentas e máscaras individuais. Os pacientes mortos devem ser imediatamente enterrados ou cremados.

TRATAMENTO

O tratamento padrão limita-se à terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio, pressão arterial dentro dos padrões e tratar infecções que possam aparecer.

Fontes de pesquisa: www.drauziovarella.com.br; www.msf.org.br.



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