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Estresse

26/09/2014

Não há ainda uma definição para o estresse nos compêndios de patologia médica. É o dicionário Aurélio que nos diz que é o conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa e outras capazes de perturbar o equilíbrio.

O que é necessário ressaltar é que esse é um mecanismo fisiológico sem o qual nem o ser humano nem os animais teriam sobrevivido até os dias atuais. Quando nossos ancestrais se deparavam com situações de perigo, como o encontro inesperado com um animal, precisavam defender-se - seja atacando ou fugindo. As duas reações possíveis demandam uma série de ajustes do corpo para que haja uma reação (sudorese, taquicardia, agitação,tensão muscular, e outros). O que se caracteriza como estresse patológico são as reações se estenderem mesmo após o fim da situação estressante.

Hoje o termo estresse é amplamente usado na linguagem atual e nos meios de comunicação, mas deve-se ter cautela para o seu uso de forma a não banalizá-lo. O estresse é uma agressão que gera consequências que tiram o organismo de seu estado de equilíbrio. Portanto, ele resulta da interação entre o indivíduo e seu meio frente a uma demanda ou situação que exige uma resposta ou reação.

A vulnerabilidade hereditária, a preocupação com o futuro num tempo de incertezas e desemprego, a diminuição da qualidade de vida, o medo do envelhecimento sob más condições, o empobrecimento, a alimentação inadequada, a falta de lazer, de apoio familiar e consumismo material exagerado, são fatores que podem desencadear o estresse e consequentemente doenças. Doenças estas que vão de uma simples azia à queda imunológica, que pode predispor infeções e até neoplasias. Por isso pode-se chamar de a doença do terceiro milênio que tem atingido pessoas ainda jovens, em idade produtiva e geralmente ocupando cargos de responsabilidade, imobilizando e invalidando as forças produtivas da nação, gerando então, preocupação de saúde pública.

Diversos pesquisadores notaram que a mudança é um dos mais efetivos agentes estressores. Assim, qualquer mudança em nossas vidas tem o potencial de causar estresse, tanto as boas quanto as más.Certos eventos em nossas vidas são tão estressantes, que caracterizam a situação de trauma (lesão ou dano) psíquico. Recentemente as ciências mentais reconheceram uma nova síndrome, batizada de Distúrbio de Estresse Pós-traumático, uma verdadeira doença. Acidentes automobilísticos ou aéreos, desabamentos, assaltos com extrema violência, sequestros prolongados, estupros, etc., são causas comuns do distúrbio de estresse pós-traumático. O tratamento costuma ser demorado, mas tende a um bom prognóstico.

As fases do estresse:

Fase aguda: Esta é a fase em que os estímulos estressores começam a agir. Nosso cérebro e hormônios reagem rapidamente, e nós podemos perceber os seus efeitos, mas somos geralmente incapazes de notar o trabalho silencioso do estresse crônico nesta fase.

Fase de resistência: Se o estresse persiste, é nesta fase que começam a aparecer as primeiras consequências mentais, emocionais e físicas do estresse crônico. Perda de concentração mental, instabilidade emocional, depressão, palpitações cardíacas, suores frios, dores musculares ou dores de cabeça frequentes são os sinais evidentes, mas muitas pessoas ainda não conseguem relacioná-los ao estresse, e a síndrome pode prosseguir até a sua fase final e mais perigosa.

Fase de exaustão: Esta é a fase em que o organismo se rende aos efeitos do estresse, levando à instalação de doenças físicas ou psíquicas.

Nessa fase o estresse pode ser causador e/ou agravador de uma série de doenças, que vão da asma, às doenças dermatológicas, passando pelas alérgicas e imunológicas.Na área do sistema digestivo, pode desencadear desde uma simples gastrite, até uma úlcera.Mas, é principalmente a nível de coração, ou mais precisamente, a nível das coronárias, que o estresse pode ser um matador silencioso. Uma ativação repetida e crônica do sistema nervoso autônomo, numa pessoa que já tenha problemas na camada interna das artérias coronárias (aterosclerose), provocadas por fumo, obesidade ou colesterol elevado, por exemplo, vai levar a muitos problemas, tais como: isquemia do miocárdio, angina, ataque cardíaco, ruptura da parede dos vasos enfraquecidos ou entupimento completo do vaso coronariano.

Os sintomas psíquicos ficam entre os problemas ansiosos, irritabilidade, fraqueza, nervosismo, medos, ruminação de ideias, além de rituais compulsivos que aumentam sensivelmente. A angústia é comum e o aumentode sensibilidade com provocações e discussões são mais frequentes. Do ponto de vista depressivo, a queda ou o aumento do apetite, as alterações de sono, a irritabilidade, a apatia e a perda de interesse e desempenhos sexuais são comumente encontrados.

Como evitar ou amenizar o estresse:

Devemos reformular a vida, procurando reduzir as áreas geradoras de estresse. Um bom terapeuta pode ajudar nesta tarefa. Ele ajudará o paciente a encontrar formas de contornar os estressores externos, que não puderem ser mudados. Por exemplo, se o problema é o trânsito, tentar horários, rotas alternativas. Se não tem escolha, aproveitar esse tempo para ouvir música, umcd de idiomas, ler alguma coisa enquanto está parado. Já os estressores internos, aqueles que são resultado de características de personalidade, requerem um trabalho maior. A psicoterapia será mais aprofundada fazendo o indivíduo reconhecer e trabalhar suas limitações.

Muitas vezes haverá a necessidade de uso concomitante de um tratamento medicamentoso, que deve ser prescrito por um psiquiatra, geralmente através dos antidepressivos com ou sem ansiolíticos e/ou beta-bloqueadores por um tempo definido: começo, meio e fim.

Quando já existe um quadro orgânico instalado, desde uma simples gastrite a asma ou alteração cardiorrespiratória, a busca de atendimento clínico é fundamental. A correção da alteração clínica é imprescindível. E esta pode ir de um simples a complexo tratamento ou resumir-se somente às necessárias mudanças do modo de viver, incluindo:

  • Dormir direito
  • Cuidar da saúde
  • Alimentar-se de forma saudável
  • Fazer atividades físicas
  • Proporcionar-se momentos de prazer
  • Refletir sobre a maneira de lidar com as situações e buscar mudanças

 

FONTES:http://www.cerebromente.org.br;  http://www.einstein.com.br; 




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