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Doença Celíaca

23/09/2014

A doença celíaca é uma desordem sistêmica autoimune, caracterizada pela intolerância permanente ao glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Quando o glúten é ingerido e atinge a porção inicial do intestino delgado, provoca uma reação imunológica que leva a um processo inflamatório crônico desta região, prejudicando a absorção dos alimentos, dos sais minerais e de outros nutrientes.

O glúten é uma proteína que está presente no trigo, na aveia, no centeio e na cevada (e seu subproduto malte). São cereais utilizados na preparação de produtos como pães, bolachas, massas, pizzas, cerveja, entre outros.

Para ocorrer a manifestação da doença celíaca, além do uso do glúten na dieta, é necessária a presença de outros fatores, como genéticos, imunológicos e ambientais (como, por exemplo, a introdução prematura do glúten na alimentação dos bebês).

A doença celíaca atinge cerca de 1% da população mundial. É mais comumente diagnosticada entre o primeiro e terceiro ano de vida, mas pode manifestar-se em qualquer idade, inclusive em adultos e idosos.

A pessoa já nasce com a predisposição genética para desenvolver a doença, porém não se sabe em que momento irá manifestá-la. Não há, até o momento, medidas conhecidas que evitem ou retardem os sintomas.

SINTOMAS

Os sintomas mais comuns do celíaco são: diarréia crônica (que dura mais que 30 dias), prisão de ventre, anemia, falta de apetite, vômitos, emagrecimento ou obesidade, atraso no crescimento, humor alterado (irritabilidade ou desânimo), distensão abdominal (barriga inchada), dor abdominal, aftas de repetição, osteoporose/osteopenia.

Mesmo traços do glúten, ou seja, pequena quantidade da substância, podem desencadear os sintomas. Por esse motivo a recomendação é: separar os produtos que contém glúten dos que não contém; proceder limpeza adequada nos utensílios utilizados para manuseio e preparação de produtos com glúten e os alimentos geralmente consumidos com pães (geleias, margarinas, maioneses, entre outros) também sejam de uso exclusivo do celíaco.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da doença celíaca pode ser feito por meio de exames laboratoriais como o teste da absorção da D-xilose, da dosagem de gordura nas fezes, de anticorpos antigliadina, antiendomisio e antitransglutaminase, além da biópsia.

TRATAMENTO

A dieta sem glúten é o único tratamento conhecido para a doença celíaca. A mesma deve ser rigorosa, saudável e equilibrada, não devendo os alimentos que contêm glúten ser eliminados, mas sim substituídos por outros cujas matérias-primas não o contêm. Apenas a eliminação do glúten da alimentação permite que o intestino regenere por completo da lesão e o organismo recupere. Contudo, se houver reintrodução do glúten, as inflamações regressam e os sintomas reaparecem.

A maior dificuldade dos recém-diagnosticadosé encontrar alguma alternativa para substituir os produtos que são feitos, principalmente, com farinha de trigo.Muitos desses produtos estão presentes no dia-a-dia da população brasileira. Para substituí-los, o mais comum é encontrar alternativas como receitas de massas, biscoitos e pães à base de farinha de arroz, quinua, amido de milho, fubá, farinha de mandioca, soja, fécula de batata e polvilhos.

Uma lei instituída em 2003 determina que todas as empresas que produzem alimentos precisam informar obrigatoriamente em seus rótulos se aquele produto CONTÉM GLÚTEN ou NÃO CONTÉM GLÚTEN.

O paciente celíaco que continuar ingerindo alimentos com glúten apresenta maior risco de desenvolver outras doenças, como doenças de tireóide, fígado, rins e pele. A dieta deve ser seguida para o resto da vida. Se o paciente não aderir ao tratamento aumentará sua chance de desenvolver uma neoplasia, em especial no intestino.

Os cuidados com a alimentação não passam simplesmente por excluir o glúten da dieta. Uma alimentação variada e adequada a cada indivíduo é essencial para satisfazer todas as necessidades do organismo em nutrientes. Permite um normal desenvolvimento e crescimento, bem como a prevenção de uma série de problemas de saúde ligados à alimentação.  É importante não esquecer que, a exclusão do glúten da dieta não obriga a exclusão de alimentos, mas sim à sua substituição por outros do mesmo tipo, confeccionados com os cereais permitidos.

 

FONTES:http://www.acelbra.org.br;http://www.fenacelbra.com.br; http://www.celiacos.org.pt; http://www.guiadenutricao.com.br/gluten.



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