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Semana Nacional da Pessoa com Deficiência intelectual e Múltipla.

28/08/2014

Desde sua instituição, em 1964, a Semana é promovida anualmente de 21 a 28 de Agosto e cria uma grande mobilização nacional em torno das pessoas com deficiência. Além disso, permite uma maior sensibilização e conscientização da população brasileira e dos governos em favor da busca pela garantia de direitos da pessoa com deficiência, e de sua inserção efetiva nos contextos social, cultural, educacional e político do cenário nacional.

A Semana é um momento de reflexão acerca da pessoa com deficiência, seus direitos e sua inclusão na sociedade. As  APAEssão pioneiras no movimento de inclusão em prol da pessoa com deficiência.

A Semana é permeada por campanhas, fóruns, debates, seminários, feiras, exposições, desfiles, jogos e torneios esportivos, espetáculos de música, teatro e dança, atos públicos, homenagens, lançamentos de livros, de programas e projetos etc. Nas APAEs são realçados talentos e habilidades especiais em uma demonstração de feitos singulares e de superação de limites.

Várias tentativas têm sido feitas para melhor definir o termo criança excepcional. Alguns utilizam esse termo para se referirem a uma criança que possui uma inteligência ou um talento pouco comum. No entanto, o termo tem sido geralmente empregado para designar tanto a criança deficiente quanto a talentosa. Mas a definição melhor assimilada é a que afirma ser a criança excepcional toda aquela que difere da maioria das crianças.

Todos os pais desejam ter filhos perfeitamente sadios. Quando isso não acontece, é normal que relutem em aceitar os fatos. Contudo, esse primeiro impacto deve ser superado para o bem da criança,sendo necessário tomar decisões realistas para enfrentar as dificuldades, acima de tudo com muita aceitação e amor.

As necessidades sociais, educacionais e psicológicas da criança excepcional são praticamente idênticas às das outras crianças e, com exceção das deficiências mais graves, podem ser satisfeitas sem cuidados especiais. Por isso, é bom que a criança estude em colégios normais e que participe, conforme suas capacidades, das brincadeiras e atividades da escola, aprendendo assim a se relacionar socialmente, aceitando e convivendo com seus limites.

A integração e a inclusão escolar são imprescindíveis para o excepcional ou especial desenvolver seu potencial e exercer seus direitos de cidadão.

É evidente que a deficiência impõe cuidados e providências específicas, e que as necessidades psicológicas têm algumas particularidades. Isso, porém, não significa que a criança excepcional necessite ser poupada, superprotegida nem sufocada.

Compensar as limitações dessa maneira, em geral, produz efeitos desastrosos na criança, que percebe sentimentos como piedade ou compaixão. A principal tarefa dos pais, dos professores e de todos que se relacionam com as crianças excepcionais é evitar a segregação, seja de que tipo for.

Infelizmente, a surpresa ou certo constrangimentocausados inicialmente por algumas deficiências, faz com que as pessoas se fixem nisso e não consigam enxergar que estão diante de uma pessoa integral com necessidades, aspirações, qualidades e defeitos. Resta, pois, que se construa uma sociedade verdadeiramente democrática, que possibilite a educação sem restrições, em obediência a Constituição Federal, que preceitua em seu artigo 3o, incisos I e IV: construir uma sociedade livre, justa e solidária; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Fonte de pesquisa: www.apaebrasil.org.br



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