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Conheça a Malária

14/05/2014

A malária humana é uma doença parasitária que pode ter evolução rápida e ser grave. A transmissão natural da doença se dá pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectado com o parasita Plasmodium.

Após a picada, os parasitas chegam rapidamente ao fígado onde se multiplicam de forma intensa e veloz. Em seguida, já na corrente sanguínea, invadem os glóbulos vermelhos e, em constante multiplicação, começam a destruí-los. A partir deste momento começam a aparecer os primeiros sintomas da doença. O tempo entre a picada do mosquito infectado e o aparecimento dos primeiros sintomas pode variar de 8 a 30 dias ou até mais, dependendo da espécie.

A principal manifestação clínica da malária em sua fase inicial é a febre, associada ou não a calafrios, tremores, suores intensos, dor de cabeça e dores no corpo. A pessoa que contraiu a doença pode tertambém, dentre outros sintomas, vômitos, diarreia, dor abdominal, falta de apetite, tonteira e sensação de cansaço.

A doença também pode ser adquirida por meio do contato direto com o sangue de uma pessoa infectada (como por exemplo, em transfusões sanguíneas ou transplante de órgãos ou ainda pelo compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis).

Áreas endêmicas ou de transmissão de malária são aquelas que apresentam registros contínuos de casos da doença durante todo o ano, a grande maioria localizada na faixa tropical do planeta e em todos os países amazônicos da América do Sul. No Brasil, a sua grande área endêmica é formada pelo: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, além das regiões a oeste do Estado do Maranhão, ao noroeste do Estado do Tocantins e ao norte do Estado do Mato Grosso. O Brasil tem raros registros de casos de transmissão natural de malária em áreas de Mata Atlântica na região sudeste e no Vale do Rio Paraná.

A malária é uma doença que tem cura, mas pode evoluir para suas formas graves em poucos dias se não for diagnosticada e tratada rapidamente.

O diagnóstico e o tratamento tardios podem resultar no agravamento da doença com quadros de anemia grave, insuficiência renal e hepática e coma, dentre outras complicações clínicas. Praticamente, todos os órgãos e sistemas podem ser comprometidos. Crianças, mulheres grávidas, pessoas idosas ou debilitadas por outras doenças (infecciosas ou não infecciosas) são mais vulneráveis. Entretanto, qualquer pessoa que esteja se infectando pela primeira vez pode desenvolver quadros de malária grave.

Diagnosticar e iniciar o tratamento correto na fase inicial da doença pode fazer a diferença entre a vida e a morte.



Medidas de prevenção:

1) Em áreas de transmissão é considerado comportamento de risco frequentar locais próximos a criadouros naturais de mosquitos, como beira de rio ou áreas alagadas no final da tarde até o amanhecer, pois nesses horários há um maior número de mosquitos transmissores de malária circulando.

2) Outra medida importante de proteção individual é o uso de: repelentes, cortinados e mosquiteiros impregnados com inseticidas sobre a cama ou rede, telas em portas e janelas e inseticida no ambiente onde se dorme. Esses cuidados não só protegem contra a picada dos mosquitos transmissores da malária, mas também contra a picada de outros insetos transmissores de outras doenças.

Qualquer doença febril em áreas de transmissão de malária deverá ser encarada como malária, até que seja esclarecido o diagnóstico.

Ao apresentar febre durante a viagem ou após o regresso, deve o viajante buscar imediatamente auxílio médico informando o uso destes medicamentos e que esteve em área de transmissão de malária.

Muitos dos países endêmicos de malária são também endêmicos de febre amarela, para a qual existe uma vacina específica e eficaz. Vacine-se contra a febre amarela pelo menos 10 dias antes de viajar para essas regiões.

 

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz

 




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