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Hanseníase

23/01/2014

Hanseníase é uma doença infecciosa, crônica e contagiosa causada por um bacilo (Bactéria) denominado Mycobacterium leprae. Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada.

Mycobacterium Leprae é um parasita intracelular que apresenta afinidade por células cutâneas e por células dos nervos periféricos, por este motivo as partes mais atingidas são a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz.

Os Sinais e sintomas mais frequentes são sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor; caroços e placas em qualquer local do corpo; úlceras de pernas e pés; diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos); febre, edemas e dor nas juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; ressecamento nos olhos; mal estar geral e emagrecimento. É importante lembrar que em alguns casos a Hanseníase pode ocorrer em manchas.

A transmissão se dá por meio de uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença e que, estando sem tratamento, elimina o bacilo por meio das vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros), podendo assim infectar outras pessoas suscetíveis. O bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem, porque a maioria apresenta capacidade de defesa do organismo contra o bacilo. O paciente em tratamento regular ou que já recebeu alta não transmite a doença.

A Hanseníase não transmite por compartilhar copos, pratos, talheres, portanto não há necessidade de separar utensílios domésticos (se estiver em tratamento); assentos, como cadeiras, bancos; apertos de mão, abraço, beijo e contatos rápidos em transporte coletivos ou serviços de saúde; picada de inseto; relação sexual; aleitamento materno; doação de sangue; herança genética ou congênita (gravidez);

Assim que a pessoa começa o tratamento deixa de transmitir a doença. A pessoa com hanseníase não precisa ser afastada do trabalho, nem do convívio familiar.

O diagnóstico da hanseníase é basicamente clínico, baseado nos sinais e sintomas detectados no exame de toda a pele, olhos, palpação dos nervos, avaliação da sensibilidade superficial e da força muscular dos membros superiores e inferiores. Em raros casos será necessário solicitar exames complementares para confirmação diagnóstica.

A hanseníase tem cura. O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. A cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico. O tratamento é via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos e é denominado poliquimioterapia.

 É importante que se divulgue junto à população os sinais e sintomas da doença e a existência de tratamento e cura, através de todos os meios de comunicação. A prevenção baseia-se no exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença.


Fonte: Ministério da Saúde.



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