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ALZHEIMER: Quanto antes souber, mais tempo terá para lembrar

27/09/2013

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo que pode e deve ser tratada. Se diagnosticada precocemente e tratada de forma correta, é possível retardar sua evolução, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

 

Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas e talvez por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”. Ela é um tipo de demência com perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem) causada pela morte de células cerebrais.

 

Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação e distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar) tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

 

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco dobra a cada cinco anos.

 

As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens. Embora não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.

 

Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade também podem desenvolver a doença, porém, em um estágio mais avançado da atrofia cerebral (atrofia natural com envelhecimento), pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

 

Há outros fatores de risco considerados importantes e modificáveis que estão relacionados ao estilo de vida como: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo.

Os sintomas iniciais da Doença de Alzheimer comumente são confundidos com o processo de envelhecimento normal. Recomenda-se que, diante dos primeiros sinais, as famílias procurem profissionais e/ou serviços de saúde especializados, que a partir de exames e da história do paciente, definirão a principal hipótese para a causa da demência.

 

Exames de imagem como tomografia ou, preferencialmente, ressonância magnética do crânio, devem ser realizados para excluir a possibilidade de outras doenças. A avaliação neuropsicológica envolve o uso de testes psicológicos para a verificação do funcionamento cognitivo. Os resultados, associados aos dados da história e da observação do comportamento do paciente, permitem confirmar o diagnóstico.

 

Com a progressão da doença as limitações ficam mais claras e mais graves. A pessoa com demência tem dificuldade em suas atividades no dia a dia e em estágio avançado há a total dependência e inatividade.

 

Até o momento, não existe cura para a Doença de Alzheimer. Os avanços da medicina permitem que os pacientes tenham uma sobrevida maior. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas existentes estabilizando-os ou permitindo uma progressão mais lenta da doença.

 

Iniciativas que priorizam o contato social dos pacientes estimulando as habilidades de comunicação, convivência e afeto, promovem integração e evitam a apatia e a inatividade diante de dificuldades. Alguns estudos mostram que atividades físicas regulares estão associadas à evolução mais lenta da Doença de Alzheimer.  A cada etapa da doença, profissionais especializados podem ser indicados para minimizar problemas e orientar a família com o objetivo de favorecer a superação das limitações e enfrentar o processo de adoecimento, mantendo a qualidade do relacionamento e do cuidado entre as pessoas envolvidas.

 

Fonte de pesquisa: www.abraz.org.br




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