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Viva Bem Sem Tabaco

13/09/2013

Antigamente o tabagismo era visto como estilo de vida e um charme social, hoje é reconhecido como dependência química que expõe os consumidores do tabaco à doenças limitantes e muitas vezes fatais.

Anualmente, o tabagismo causa 6 milhões de mortes no mundo pelas doenças tabaco-relacionadas, sendo mais de 130 mil destas mortes no Brasil. Isto configura uma verdadeira epidemia, sem dúvida o maior flagelo da humanidade, que pode ser evitado e tratado.

            A dependência do cigarro envolve três fatores:

  • Dependência Física: indica que o fumante se adaptou com o uso crônico do cigarro, desenvolvendo sinais e sintomas quando há interrupção do seu uso conhecido como Síndrome de Abstinência. Aqueles que param de fumar, comumente sentem ansiedade, dificuldade de concentração, agitação, irritabilidade, agressividade, impaciência, confusão, dor de cabeça, tontura, insônia, desconforto abdominal e desejo intenso de fumar (fissura).
  • Dependência psicológica: é quando o tabagista fuma visando o alívio de tensões internas como angústia, sensação de vazio, raiva, depressão, de origem e intensidade variadas, fatores que dificultam parar de fumar.
  • Condicionamento: são as associações de ações (tomar café, consumir bebida alcoólica, dirigir, falar ao telefone, usar o computador, etc) com o ato de acender o cigarro. Muitos destes comportamentos são automáticos, em geral, muitos tabagistas, nestas circunstâncias, acendem o cigarro sem perceber.

São diversos os tratamentos oferecidos para ajudar o tabagista a parar de fumar, muitos deles sem eficácia comprovada. Porém o grande segredo para a cessação do tabagismo é a motivação. Uma pessoa motivada, que tenha objetivos bem definidos e incentivos terá grande chance para parar de fumar.

O auxílio profissional é um grande aliado para parar de fumar, na medida em que se avaliem diversos aspectos do perfil do tabagista como: quantidade de cigarros consumidos ao dia, gatilhos (situações que favorecem acender o cigarro), tentativas anteriores para parar de fumar, recaídas e suas causas, convivência com outros tabagistas no lar, no trabalho ou em outros ambientes, história prévia de transtornos de humor ou ansiedade, estado emocional atual e outros fatores que interferem positiva ou negativamente.

A abordagem Cognitivo-Comportamental tem mostrado grande eficácia neste processo sendo da máxima importância, pois auxilia nos aspectos da dependência psicológica além de auxiliar na busca de soluções de problemas, no enfrentamento de dificuldades que envolvem este processo. Por ser uma forma de abordagem estruturada, ela é a forma de tratamento recomendada nos programas do Ministério da Saúde.

Não há medicações específicas para parar de fumar e sim para ajudar a diminuir a síndrome de abstinência. Existem produtos que são úteis, como a goma de mascar (chiclete) e os adesivos de nicotina, que são repositores de nicotina. Seu uso deve ser feito conforme a recomendação médica, pois eles fornecem ao fumante em processo de cessação, uma quantidade diária de nicotina para aqueles que optam pela parada gradual do consumo do cigarro. Ou seja, uma pessoa que ainda esteja fumando, não deve usar estes produtos, pois estará fazendo uso de duas fontes de nicotina, o cigarro e o adesivo ou a goma, assim a dose de nicotina será maior que a fornecida somente pelo cigarro. Fazendo o uso inadequado destes produtos, alguns tabagistas podem trocar a dependência do cigarro pela dependência da goma de nicotina por exemplo.

A forma mais eficaz para obter sucesso na cessação do tabagismo é preparar o paciente para manter-se abstinente, segurar a vontade de fumar de maneira estruturada e consistente, e, assim, evitar os lapsos e recaídas.

Estudos comprovam que os ex-fumantes têm mais anos de vida e melhores condições de saúde em comparação àqueles que continuam fumando. Quanto mais cedo abandonar o cigarro, menor será o risco de infarto do coração e outras afecções circulatórias, câncer de pulmão e de outros órgãos e mais de uma dezena de doenças. Mesmo os tabagistas mais idosos (acima dos 60 anos) que param de fumar, beneficiam-se prolongando sua expectativa de vida. Diminuindo o número de tabagistas, não só cai a sua prevalência, como são beneficiadas as pessoas que convivem com estes, conhecidos como fumantes passivos que sofrem com a poluição tabagística ambiental.

O Bensaúde criou um programa para seus beneficiários tabagistas, o Viva Bem Sem Tabaco, coordenado por médico pneumologista e com intervenção multiprofissional no setor de Medicina Preventiva.  Independente da fase em que se encontra o tabagista, pensando em parar de fumar imediatamente ou apenas contemplando esta ideia para o futuro, o programa serve de apoio e aumenta as chances de sucesso da cessação. São oferecidas palestras motivacionais, avaliações, acompanhamento individual e em grupo para os interessados.

Como forma de divulgar, sensibilizar e convidar seus beneficiários, é realizado periodicamente campanhas de incentivo à cessação do tabagismo, como a realizada em 28 de agosto na Unidade da Rua XV de Novembro em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo (campanha anual comemorada em 29 de agosto). Vários beneficiários tabagistas foram orientados e disponibilizado, aos que desejaram, avaliação do grau de dependência de nicotina. Familiares de tabagistas demonstraram interesse em informá-los do programa levando consigo material informativo e contato para agendamento de avaliação inicial. Veja a seguir fotos das ações.

Para maiores informações ligue 3214-6490 ou envie email para medicinapreventiva@bensaude.com.br.




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