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Bullying x Obesidade Infantil

18/07/2013

Bullying significa usar o poder ou a força para intimidar, excluir, humilhar, não dar atenção, fazer pouco caso e perseguir os outros. E sempre existe uma clara diferença entre o mais forte e o mais fraco.

Quando se associa obesidade infantil com o bullying, o intuito do agressor é ridicularizar determinadas características da outra pessoa. Um exemplo comum é apelidar o companheiro com palavras que fazem alusão ao excesso de peso.

Foi realizada uma pesquisa por uma organização não-governamental no Brasil, que envolveu mais de 5 mil estudantes. O estudo “Bullying no ambiente escolar”, envolveu 25 escolas públicas e particulares, nas cinco regiões do país e concluiu que a maior incidência de maus tratos nas relações entre estudantes está na faixa etária de 11 a 15 anos. Outro dado relevante é que o bullying é mais comum nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas independe do sexo, raça ou classe social. Também foi identificado que os meninos se envolvem com maior frequência nas situações de bullying que as meninas, contudo, estas se sentem mais tristes, chateadas e amedrontadas que eles. 

Inseguras e com medo, as crianças perdem o entusiasmo com os estudos, deixam de comparecer as aulas, tem seu processo de aprendizagem comprometido, adoecem ou desistem de estudar.

Crianças e adolescentes que passam por esse tipo de constrangimento sofrem muito e, quase sempre, os pais ficam sem entender a causa da aversão repentina que os filhos tomam pela escola, com pedidos constantes para que possam faltar às aulas. Existem relatos comoventes, feitos por especialistas no tema, de jovens que não tiveram habilidades suficientes para resolver o problema e, muito menos, coragem para buscar ajuda, quer seja dos pais, dos professores ou da direção da escola.

Alterações comportamentais influenciadas pela obesidade, como transtornos alimentares do tipo Bulimia e comportamentos de risco como tabagismo, alcoolismo, atividade sexual prematura e práticas nutricionais erradas podem também influenciar no desempenho da criança na escola.  

As pesquisas realizadas em todo o mundo afirmam que um dos maiores problemas de saúde pública já enfrentados é a obesidade na infância e adolescência. Apesar de muitas vezes não ser perceptível, a obesidade infantil afeta a autoestima e a sociabilidade da população infanto-juvenil. Existem algumas variáveis psicossociais que podem afetar negativamente a qualidade de vida das crianças obesas, podendo inclusive dificultar mudanças em seus estilos de vida, como fazer dietas ou praticar atividades físicas. 

 

Dificuldades impostas pela obesidade na infância:

·                    Dificuldade de enfrentar brincadeiras de seus colegas relacionadas ao seu peso corporal, o que causa estresse psicológico intenso e piora da autoestima;

·                    Isolamento social, redução considerável da capacidade de fazer amigos, de aproveitar as oportunidades e praticar atividade física em grupos, com o consequente aumento do consumo de alimentos;

·                    Depressão, que pode ocorrer como causa ou consequência da obesidade na infância e adolescência.

 

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Michigan (EUA) apontou que crianças obesas têm 60% a mais de chances de sofrer bullying. Esse fato coloca o bullying como um dos principais motivos dos adolescentes para buscar a cirurgia bariátrica como tratamento para a obesidade. Todavia, a legislação brasileira só permite a cirurgia após os 16 anos.

Os pais ou responsáveis devem em primeiro lugar levar as crianças obesas para fazer o tratamento adequado para obesidade, pois antes do bullying entrar em cena, o excesso de peso já compromete toda a saúde da criança, não proporcionando a ela uma vida normal.

Sabe-se que os tratamentos não fazem ninguém perder peso da noite para o dia. Por isso, enquanto a criança tiver que conviver com o excesso de peso, é importante conversar com ela a respeito do bullying e deixar claro o que é, como funciona e que é uma fase passageira. É importante que a criança saiba que o motivo para o emagrecimento é a sua saúde e não a aceitação de seus colegas. Ensinar a agir com naturalidade e bom humor diante das piadas são outras formas de amenizar a situação.

Outro fator necessário é o contato com os professores para saber o comportamento e a interação dos filhos com os colegas, pois muitas crianças optam por esconder o problema. Portanto, todos os envolvidos (familiares e professores) devem estar atentos ao que ocorre com ela e qual é sua habilidade de enfrentamento do bullying, o que acarreta muitos danos para saúde mental na infância.

 

Fontes de pesquisa: www.citen.com.br/endocrinologia; www.crmms.org.br. 




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