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Mãe, trabalho e filhos: responsabilidade em dose tripla.

10/05/2013


A família pode ser entendida como uma instituição social e, por isso, cada um de seus membros poderiam ter papéis definidos. Porém, se for acompanhada a evolução da história social da família, é possível verificar mudanças. Ao longo da história da sociedade brasileira, mudanças sociais e demandas familiares conduziram a transformação da família patriarcal ao modelo da família nuclear. Na família patriarcal, composta pelo casal, filhos, parentes, agregados e criados/empregados, o pai era a figura de incontestável autoridade e à mãe cabia exclusivamente a educação dos filhos, a administração da rotina doméstica e o comando dos empregados. No mundo contemporâneo, a família nuclear valoriza a privacidade e intimidade entre pais e filhos e este novo arranjo familiar, é formado geralmente por pai, mãe e filhos, onde os papéis e funções de seus membros são compartilhados entre si.

É difundido na sociedade que cabe, apenas à família conjugal (pais), a criação e educação dos filhos, sendo os cuidados infantis atribuídos à mulher. Contudo, a mulher atual ocupa múltiplas funções: esposa, profissional, dona de casa, mãe. Diante da tarefa de cuidar dos filhos, as mulheres buscam vários arranjos: avós, tias, babás, creches e escolas são as soluções mais utilizadas. Algumas, eventualmente, podem contar com o auxílio do marido mas, na sociedade, o trabalho é organizado na maioria das vezes por gênero. Assim, ainda há contextos familiares em que a participação masculina não se dá nas atividades domésticas, favorecendo a sobrecarga feminina nas tarefas a serem desempenhadas no dia-a-dia.

Mesmo com o excesso de afazeres e responsabilidades, muitas mães não querem abrir mão de nada, exigindo de si perfeição em tudo. Diante disso, são inevitáveis os múltiplos sentimentos: culpa, cansaço, frustração, entre outros. Esses sentimentos são comuns nas mães quando da sua ausência junto aos filhos. A busca da autorrealização profissional, como projeto individual ou o trabalho como forma de garantir as necessidades básicas da família requer grande quantidade de tempo fora do lar e impõe menor participação direta na vida familiar. Assim, independente dos fatores sociais ou pessoais que justificam sua ausência, os sentimentos de autocobrança maternos são comuns em qualquer camada social. É inegável, portanto, que a entrada no mercado de trabalho alterou esse quadro mulher-mãe de tal modo que, conciliar a atividade remunerada com o cotidiano familiar, nem sempre é uma tarefa das mais simples. Ser mãe e profissional é assumir identidades múltiplas e contraditórias, bem como um passaporte para uma viagem de emoções e sentimentos também contraditórios.

 A maternidade é desejada e vivenciada por muitas mulheres e considerada um evento especial em suas vidas. Há diversas razões pelas quais uma mulher deseja um filho: para satisfazer a expectativa do seu meio social, por realização pessoal e/ou do casal, ou ainda, para tentar melhorar o relacionamento em seu casamento. Entretanto, a maternidade requer responsabilidade, compromisso, amor, grandes doses de paciência, muita energia física e mental, doação, capacidade de dar e receber afeto.

A maternidade pode trazer questionamentos e receios, isto porque, a ela estão associados, histórica e culturalmente, o cuidado e a educação dos filhos. Ou seja, desde os tempos do Brasil Colônia, estes valores sempre foram atribuídos à figura feminina. A mulher, via de regra, terá receio de usar sua liberdade de escolha de forma errônea em relação ao filho/marido/casa/profissão. Estes diferentes papéis não se anulam. Não se trata de ser uma coisa ou outra, é possível desempenhar todos, entendendo que cada um exige sua responsabilidade e dedicação.

Organizar as 24 horas do dia entre trabalho, casa, marido, filhos, cuidados pessoais, vida social e descanso, não é tarefa fácil. Sabemos que há dias em que se queria estar longe do trabalho para curtir integralmente a família e outros em que se queria fugir de choro ou mau comportamento para conseguir trabalhar produtivamente. Nesta contradição de sentimentos surgem os conflitos, fazendo com que a mulher sinta-se duplamente culpada por não dar a devida atenção (que julga ser a mais adequada) à casa e aos filhos e em contrapartida não consegue dedicar mais tempo ao seu crescimento profissional.

Buscar auxílio de companheiros ou outras pessoas de importância na criação dos filhos pode ser um recurso que minimize essa cobrança. É certo que a vida da mulher/esposa/mãe/profissional é feita não só de flores, mas com certeza, de escolhas e responsabilidades. Existem mulheres que conseguem conciliar todas essas funções sem esquecer que esses múltiplos papéis compõem o “ser-mulher”, que ao longo dos tempos descobriu suas múltiplas faces e que está a caminho de novas descobertas. Será reconhecendo-se como pessoa que ri, chora, acerta, erra e tem sentimentos que descobrirá para si uma forma harmônica, coerente e prazerosa de desempenhar todas essas funções sem abrir mão do privilégio de desfrutar do crescimento sadio dos filhos para se tornarem homens e mulheres felizes, maduros e responsáveis.

 

Equipe Medicina Preventiva

 




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