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Homenagem à Comunidade Portuguesa no Brasil

23/12/2011

"O mar com fim será grego ou romano; o mar sem fim é português", com esta frase o poeta Fernando Pessoa, traduziu aquilo certamente é a alma portuguesa: - ser um mundo em uma única nação e o mar não poderia ser uma barreira para isso.

A história deste povo mostra que as fronteiras eram simplesmente algo a ser conhecido e conquistado. O mar tão grande e hipoteticamente intransponível, certamente poderia ser um obstáculo à maioria das nações mas não aos portugueses. Se não se conhecia como transpô-lo, se buscaria conhecer, afinal o sonho existia e realizá-lo era necessário.

O povo português da Europa Medieval, se orgulhava de ter sido a primeira nação legitimamente constituída e seus governantes, sempre ávidos por conhecimento e, tendo a missão desbravadora que lhes era peculiar, incentivaram as ciências marítimas pois sabiam eles que as terras d'além mar existiam e que era preciso conquistá-las.

A um jovem português, quinto filho do rei D. João I, coube a missão de dar a seu país aquilo que a pátria tanto necessitava. O infante D. Henrique fundou a "Escola Náutica de Sagres e deu aos portugueses conhecimento que lhes possibilitaram descobrir terras desconhecidas como o Brasil; e que graças a ele deixaram de lado as viagens de cabotagem e se aventuram em alto mar."

Após o descobrimento do Brasil em 1.500, começaram a aportar na região os primeiros colonos portugueses, porém, somente a partir do século XVII que a imigração portuguesa para o Brasil se intensificou e foi no século XX que alcançou seu ápice quando chegavam aqui anualmente 25 mil portugueses.

O povo português deu ao Brasil muito mais do que uma língua a ser falada, no requinte e sofisticação deste idioma, vieram os sentimentos contidos nele. Da língua mãe tão rica e única, nascera uma nova nação. Aqui deixaram muito mais do que palavras e poesias, deixaram aqui o suor de tantas lutas que misturado às lágrimas da saudade quem sentiam, edificaram não só um novo país, mas Novo Mundo.

Aos portugueses se juntaram outros valorosos povos. Aqui, além dos descobridores portugueses, tantas outras nações se encontraram e uma rica e admirável mistura compôs o povo brasileiro. Nós brasileiros somos portugueses com muito orgulho, mas somos a personificação daquele ideal de ser um mundo em uma única nação, porém, Portugal conseguiu abrir portas de uma única nação na qual cabia o mundo, assim, também pudemos ser africanos, europeus, asiáticos e americanos. Somos negros, brancos e índios somos brasileiros e muitos de nós luso-brasileiros.

Em São José do Rio Preto, a história da colônia portuguesa se confunde com a própria história da cidade já que os primeiros povoadores desta região que  aqui chegaram em 1820 (três décadas antes da fundação da Vila), eram portugueses ou seus descentes, vindos de Minas Gerais.

No Brasil contemporâneo Portugal está presente em ações que são dignas de enaltecimento. A caridade deste povo pode ser vista em grandes monumentos à solidariedade tão presente na alma daquela nação. O filósofo português José Hermano Saraiva escreveu que: "ao contrário do que se passou com outras colônias estrangeiras, os portugueses do Brasil não criaram duradouras empresas econômicas (com algumas exceções) mas excederam-nas na capacidade revelada para a criação de instituições desinteressadas; grandes instituições hospitalares e culturais. São monumentos desse tempo a Beneficência Portuguesa do Rio e de São Paulo e o Gabinete Português de Leitura. Poucos Imigrantes retornaram a Portugal" (citação contida no livro Monumento à Vida - sobre o Hospital Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto - de Dinorath do Valle e Walter do Valle - 1993).

Os portugueses estabelecidos em São José do Rio Preto traziam consigo a mesma vocação e desta vontade lançaram a ideia de dar à cidade e à região um hospital que representasse tais ideiais. Estes homens bem estabelecidos na cidade eram "profissionais liberais e proprietários dos melhores estabelecimentos comerciais de Rio Preto na época" e em 1952 fundaram a Sociedade Portuguesa de Beneficência."A constância se deve toda a glória "  e aqueles homens trabalharam duro para que em 1968 o Hospital Infante D. Henrique fosse inaugurado. O Hospital Beneficência era a glória profetizada por Camões.

Daqueles dias até hoje o hospital, cujo o nome homenageia aquele que propiciou a Portugal conquistar um mundo, é um exemplo de conquistas. Se tornou uma instituição respeitadas por todos, sendo considerado um dos melhores hospitais do país. A partir dos portugueses, toda a população de São José do Rio Preto e da região - incluindo pessoas de outros estados e países - tem no Hospital Beneficência Portuguesa uma referência. Ali, como nos ensinaram os portugueses, as pessoas são tratadas sem distinção e são cuidadas com carinho e atenção. Esta eficiência vista nos trabalhos das pessoas que hoje formam esta instituição hospitalar de renome e que já há mais de quatro décadas assim o fazem com respeito e amor são a prova de que o Hospital Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto (Hospital Infante D. Henrique) é de fato um Monumento em homenagem ao povo português.

 

Dênis Flávio Santana

Gerente Geral do Bensaúde




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